Resenha (023) - Anjo de Quatro Patas

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Resenha (023) - Anjo de Quatro Patas

Título: Anjo de Quatro Patas - A verdadeira amizade entre um homem e seu cachorro
Autor: Walcyr Carrasco
Editora Gente: 6ª edição, 200 páginas.



Sinopse: Uma linda história de amor e amizade entre um homem e seu cachorro.
Neste livro, o escritor Walcyr Carrasco registra os momentos mais engraçados e comoventes vividos ao lado de Uno, um cão que, além de um simples companheiro, tornou-se um verdadeiro amigo, ensilhou-lhe a enxergar as pessoas de outra maneira e, sobretudo, devolver-lhe a alegria de viver. Entre mordidas e lambidas, você irá rir e se emocionar com as aventuras desse anjo de quatro patas que renovou a rotina e os sentimentos de seu dono.

Hoje vim falar de um livro cuja história fez com que eu me sentisse dentro dela. Acredito, aliás, que muitas pessoas ficariam na mesma situação ao realizar essa leitura.
Quer dizer, quem nunca teve aquele bichinho especial? Aquele companheiro de todas as horas, que apenas com um gesto ou olhar era capaz de expressar mais do que mil palavras?


Essa era Uno, o huskie siberiano do escritor Walcyr Carrasco. Na época em que o autor ganhou Uno do irmão, Walcyr passava por uma fase difícil (que nem eu mesma conhecia a respeito dele). Acabara de perder sua companheira. Devido a isso o autor acabou optando por viver recluso. Recluso da agitação, e principalmente das pessoas.
Eis então que surge o anjo de quatro patas, que apareceu justamente no momento em que ele mais necessitava de gestos, companhia e carinho, ao invés de meras palavras.
Ao lado de seu fiel companheiro de quatro patas e focinho molhado ele vive momentos engraçados e comoventes, aprendendo então a viver novamente e a se abrir para o mundo e para as pessoas.

Uno ganhou esse nome por ter sido o único filhote a nascer. E, convenhamos, não é o que se espera de uma ninhada de huskies. Ele foi o único. Pode ser apenas coincidência, mas o cão da ninhada de um só não era único apenas no nascimento, como também no temperamento.
Uno era extremamente temperamental e tinha um sério problema quando o assunto era seguir ordens. Apesar disso, a relação descrita entre ele e o autor era extremamente gostosa de se imaginar. O diálogo entre o autor e o cão nos faz pensar se eles - os animais - realmente não nos compreendem. Eu sempre achei que sim, e depois de ler esse livro ficou tudo ainda mais evidente.

A forma de Uno encarar os fatos que ocorriam na vida de Walcyr eram tão irreverentes e divertidas que ele até virou colunista em uma revista, com direito a foto e tudo! Sim! O autor disponibiliza, no decorrer do livro, as crônicas contadas por Uno. Tudo baseado em coisas que realmente aconteceram na vida do autor, porém escritas na perspectiva do huskie. Separei uns trechos da crônica que eu mais gostei para que vocês possam ler:

"Acabo de ter uma decepção tão grande com os humanos que minha vontade canina é sair pelas ruas e correr. Descobri tudo o que eles pensam a respeito de nós, cachorros (...)"

"(...) Quando os humanos querem arrasar com alguém, chamam de cachorro. Cadela, então, nem se fala. Soube de um humano que tentou matar o outro porque chamou sua mulher de cadela. Não existem cadelas lindas? Quantas humanas não andam para cima e para baixo com suas poodles peludinhas? Um rapaz que trabalha com o barrigudinho falou:
-Minha sogra é o cão.
Ouvindo aquela conversa percebi que nada poderia pior do que aquela sogra (...)"

"(...) Mas o golpe final aconteceu faz pouco tempo. O barrigudinho estava falando de uma jovem fêmea com um amigo. A certa altura, comentou:
-É uma gata.
Que horror! Descobri que gata é elogio. Se um macho humano é chamado de gato, ergue o focinho para o ar, feliz da vida. Ah, que vontade de partir e nunca mais ver um humano pela minha frente! Eles dependem de nós. Vivem à espera de nossos olhares ternos! Contam com seus dentes afiados para sua proteção. Por que não chamam os gatos para guardar suas casas? (...)"

-Trechos retirados da crônica  "Os humanos são traidores", publicada na extinta revista Focinhos em janeiro de 2000 -

Leituras assim me fazem pensar no quanto eu amo os meus cachorros e no quão maravilhoso é ver aqueles olhinhos ansiosos, aqueles rabinhos agitados e aquela alegria em me receber toda vez que eu chego em casa, por menor que tenha sido o tempo fora da mesma.
É ter a certeza de uma amizade verdadeira e de um sentimento que poucas vezes conhecemos através das pessoas: o amor na forma mais pura que alguém pode vivenciar.

Bom, confesso que eu sou suspeita para dizer qualquer coisa. Amo animais, principalmente cães (e histórias envolvendo os mesmos geralmente me emocionam). O que posso - e devo - ressaltar, é que Walcyr Carrasco, através dos momentos vividos ao lado de Uno, nos leva a uma leitura leve prazerosa, bem humorada e emocionante. Pense naquele bichinho que você tem ou já teve, e que é muito importante na sua trajetória. Muitos já tiveram ou irão ter um Uno em suas vidas. Um ser único, que proporciona momentos e sentimentos únicos, mesmo não podendo emitir palavra alguma. Espero que assim como eu, vocês também se emocionem e se identifiquem com a relação entre Uno e Walcyr Carrasco.

Espero que tenham gostado da resenha de hoje. Até a próxima, pessoal!

3 comentários:

  1. Por que não fazem resenhas de autores e livros desconhecidos

    fazer resenha de autor conhecido é muito simples

    peguem o site www.bookess.com escolha um livros aleatoriamente a faça uma resenha!!

    Só uma dica. Autores desconhecidos precisam de ajuda para aparecerem, autores reconhecidos não precisam ;)

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  2. Amo
    cachorros e tinha duas que eram minha vida, foram presentes por 14 anos e
    infelizmente eu as perdi de forma muito triste, mas sei exatamente como é
    esse sentimento descrito no livro, se entender tão bem com um ser que apesar
    de não falar, se comunica melhor do que muitas pessoas, e consegue nos
    ensinar o que é amor verdadeiro e desinteressado. Me apaixonei pela historia
    do livro e quero muito ler.

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